terça-feira, 4 de novembro de 2008

As Carolinas estão com Obama


No sul dos EUA, onde o racismo à la KKK impera, Obama lidera, sobretudo na Flórida, onde o democrata negro venceu com 55% dos votos, contra 45% do herói do Vietnam.
Na Carolina do Norte, Obama tem vitória apertada: 50% contra 49%, e na Carolina do Sul, vence por 56% contra 44% de McCain.
Porém na Georgia do Ray Charles é possível ver as cruzes em chamas: 70% de McCain contra 29% de Obama.

McCain é Nashville, Obama é Jazz

Não gosto do Arnaldo Jabor, mas confesso que às vezes me surpreendo com ele. Hoje, no Globo, ele publicou um texto bacana sobre o eleitorado estadunidense nessas eleições presidenciais.
Para ele, hoje é um dia histórico, o próximo desde o 11 de setembro. Segundo Jabor, o mundo vai mudar. A ignorância republicana poderá ser substituída pelo triunfo da sabedoria, da ampliação dos direitos civis e do avanço da ciência.

"McCain é prosa e Obama é poesia. Bush foi o macaco na loja de louças do Ocidente. McCain finge ser uma evolução da espécie dos símios, mas é macaco também. E não me venham os fascistinhas chamá-lo de "sensato conservador...

Obama é o novo. Obama é o negro sem rancor, o negro pós-moderno, que passou por Malcolm X, pelo Luther King e que atingiu uma espécie de síntese de virtudes políticas que almejamos: tolerância, a ecologia, a inteligência contra a mentira, é antiguerra, pela superação do bipartidarismo numa busca de "entente cordiale", contra os "lobbies", contra a tirania do petróleo, contra o efeito estufa. E não me venham os fascistinhas chamá-lo de "esquerdinha sem programa...”

Os republicanos, neste momento, representam, sem o menor pudor, o que há de pior na humanidade contemporânea. Seus argumentos contra Obama são baseados em toda sorte de preconceitos. Perguntada sobre sua intenção de voto, uma eleitora republicana declarou: “não podemos votar em Obama porque ele vai distribuir ‘nosso’ dinheiro entre os pobres”; outro disse: “não é o meu caso, mas sei de muitas pessoas que não votarão nele porque é negro”; outro ainda: “Obama é socialista, e isso é um perigo”.

Jabor descreve bem esse espírito republicano:

McCain representa a pior face da América: o mundo psíquico dos republicanos. Já morei no interior da Flórida, nos "gloriosos" anos do racismo, e sei do que falo. O imbecil republicano é diferente dos nossos cretinos fundamentais. Lá, eles têm certezas absolutas [...]. O republicano típico acha que sabe tudo. São filhos de um deus duro e implacável. As caras, as fuças típicas dos republicanos parecem dizer: "Não tenho dúvidas, não quero ouvir, já sei tudo, Deus me disse...!!"

Os eleitores de McCain são paranóicos e precisam de inimigos para viver. [...]. Em geral, dividem-se em reprimidos sexuais ou sadomasoquistas. Eles odeiam a diferença: os negros, os estranhos, os livres. É patético ver o McCain fingindo de republicano light, de democrata sem ginga. Quando ele declarou: "Eu não sou o Bush!" - mentiu. Ele é o Bush sim; eles são produzidos em série no útero puritano da América, forjados na velha religião do século 17, falando nas "forças do mal", que são eles mesmos, sem espelho.

Vejamos agora, quem será o novo presidente deste mundo.

Confira aqui a apuração

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Chega de Palhaçada?


Lembrando do nosso grito: "Fora Mocaiber, fora Garotinho, fora Arnaldo, queremos outro caminho", eu, Mr. M e Eugênio Soares estamos nos sentindo mesmo uns "palhaços".
E você?



Equipe de transição em Campos

De acordo com o Urgente!, após coletiva de imprensa hoje na Casa de Cultura Villa Maria, a prfeita eleita Rosângela Matheus, anunciou a equipe que cuidará de analisar a atual situação da prefeitura de Campos. Os nomes são os seguintes:

Saúde:
Chicão (vice-prefeito eleito); Paulo Hirano (médico); Edson Batista (vereador - PTB); Ivan Machado (médico).

Interlocução com a Câmara:
Edson Batista (vereador - PTB); Nelson Nahim (vereador - PMDB); Kelinho (vereador - PR)

Levantamento da situação jurídica:
Roseli Pessanha (advogada); Álvaro Oliveira (advogado)

Interlocução com o governo:
Roberto Henriques (vice-prefeito)

Levantamento das dívidas com a União:

Geraldo Pudim (deputado federal - PMDB);

Comunicação:

Mauro Silva (jornalista)

Levantamento de dívidas e contratos:
Suledil Bernardino (professor)

Educação:
Maria Auxiliadora Freitas (professora)

Fundecam e Fundecana:
Paulo Sanguedo (professor)

Verão Farol de São Thomé:
Marcos Soares

Esporte:
Magno Prisco (ex-jogador)

Cultura:
Avelino Ferreira (jornalista)

Levantamento das Obras:
Tom Zé

Em alguns setores podemos perceber um número maior de pessoas envolvidas, como foram os casos da saúde, da interlocução com a câmara e do levantamento da situação jurídica da atual administração, o que pode representar a maior preocupação do próximo governo. Espero que as áreas analisadas por apenas uma pessoa não sejam de menor preocupação, sobretudo a questão das obras e da cultura, os maiores alvos da operação "telhado de vidro". Além, é claro, da educação, uma das maiores apreensões em relação ao próximo governo.

Curiosidade desses blogs...

Outro dia, postando um comentário no Urgente!, um dos blogs que mais leio, apareceu a seguinte mensagem:O tema do post era a situação dos contratados da prefeitura e concurso público. Qualquer semelhança é mera coincidência.

sábado, 1 de novembro de 2008

Campos dos Goytacazes

Difícil de escrever, difícil de entender

Quando era adolescente escrevia poesia a torto e a direito. Nos cadernos de escola copiava letras de música, na praia escrevia versos efêmeros, que as ondas levavam, misturando os grãos de areia (talvez ainda estejam por lá). Já marquei troncos de árvores antigas com a ponta do canivete, flechas, corações e seiva. Sêmen suor e sujeira.

Como todo mundo, já escrevi obras primas em guardanapos de bar, com sílabas borradas pelos pingos do copo de cerveja - a última saideira solitária – quando ninguém te abraça, beija ou censura: “Já chega, você bebeu demais!”

Tudo se perdeu por aí... posso até me lembrar de alguns versos, mais ainda dos guardanapos, cadernos, árvores e areia. Mas agora, quando eu mais queria, não escrevo nada.

Há tempos desejo escrever não poemas, mas canções. Até agora nada, nem um “atirei o pau no gato” sequer, e isso me angustia um pouco.

Entre todos os defeitos de que me acusam, confesso um: Sou... chato! É, isso mesmo, chato. Poderia dizer “exigente”, “perfeccionista”, mas não passo mesmo de um sujeito chato. Uma chatice ridícula, que sustenta certa inocência e honestidade caras à sanidade. Outro dia me acusaram de “marxista infantil”, ou algo que o valha. Achei o “infantil” um elogio, posto que o infantil é o puro, ainda não corrompido pelo desespero da maturidade, mas não sei se propriamente o marxismo conduz minhas ações, pois não consigo obrigar os outros a nada. Assim, não vivo o cristianismo institucional nem o marxismo. Por isso seria mais um cristão primitivo ou, no máximo, um admirador de Francisco de Assis.

De qualquer modo, em momentos como este, quando sinto necessidade de escrever algo, esses pensamentos me vêm à cabeça, porém, nem sempre tenho a competência de representá-los de forma literária. Resta-me então, revelá-los de forma direta, sem os pudores intelectuais do marxismo (crime do qual me acusam) e com a inocência infantil de uma honestidade tola do “Fool on the Hill”, daquele que não se importa em “ser o vencedor”.