A prefeitura está fazendo alguma coisa, está caiando as muretas do Paraíba. Só reparei num detalhe estranho: na cabeceira do viaduto, onde há uma pixação de cunho religioso, a parede não foi pintada.
Lembra-te de que o Estado é laico e, por mais que seja uma inscrição religiosa, é uma pixação num espaço público...
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Lembra-te
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Rodrigo Rosselini
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Marcadores: Governo Rosinha
Abandono
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Rodrigo Rosselini
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Marcadores: Campos dos Goytacazes - Abandono, Campos dos Goytacazes - História
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Prata da casa: Lançamento!!!
O professor Márcio Soares convida a todos para o lançamento de seu mais recente trabalho, publicado pela Apicuri, chamado "A Remissão do Cativeiro: A dádiva da alforria e o governo dos escravos nos Campos dos Goitacases".
O lançamento acontecerá no dia 25 de junho na Academia Campista de Letras.

O professor Márcio Soares, graduado em história pela Faculdade de Filosofia de Campos (1989), é professor adjunto da Universidade Federal do Tocantins, possui mestrado em História pela Universidade Federal Fluminense (1999) e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2006). Tem seus estudos voltados para o tema da escravidão africana, sobretudo em Campos dos Goytacazes.
O lançamento acontecerá no dia 25 de junho na Academia Campista de Letras.

O professor Márcio Soares, graduado em história pela Faculdade de Filosofia de Campos (1989), é professor adjunto da Universidade Federal do Tocantins, possui mestrado em História pela Universidade Federal Fluminense (1999) e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2006). Tem seus estudos voltados para o tema da escravidão africana, sobretudo em Campos dos Goytacazes.
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Rodrigo Rosselini
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Marcadores: Campos dos Goytacazes - História, Livros, Produção Acadêmica
domingo, 7 de junho de 2009
A Lira
O Urgente, um dos blogs mais importantes de Campos, tem levantado a discussão acerca do canal Campos-Macaé. Em outras ocasiões o blog tem revelado sua preocupação com a preservação do patrimônico cultural e histórico da cidade.
Tenho muito interesse pela história de Campos dos Goytacazes, sobretudo por seu apogeu, no final do Império e início da República. Destacava-se não só na província fluminense mas em todo o país, por sua produção açucareira e tradição comercial. A presença da livraria* mais antiga do país e de um dos jornais** (a classificação exata é controversa) mais antigos em circulação, e a incursão pelos seus arquivos, despertam grande fascínio, ao imaginar aqueles homens de terno e chapéu, exibindo seus fartos bigodes e barbas bem cuidados, bem como suas bengalas... mulheres exuberantes em seus imensos vestidos, frequentando as sessões do teatro Trianon ou do São Salvador... as apresentações das diversas bandas musicais... imaginem, a primeira cidade a ter luz elétrica nesta parte do continente! Deve ter havido interessante vida noturna!!! Bondes elétricos cortando as hoje tão conhecidas ruas de seu centro e adjacências...
Circulam por aí punhados de fotografias deste passado glorioso, que chegam a me causar estranhamento, por não acreditar que de fato se trata da mesma cidade. Fico imaginando a qualidade dos homens públicos daquele período (obviamente sem a ingenuidade cega de acreditar que eram homens generosos preocupados com o bem-estar social), a noção de que se tratava de uma grande cidade, ao ponto de pleitearem a sede administrativa do governo fluminense, em momentos históricos distintos.

Observando as fotografias deste passado, dei pra tentar refazê-las, do mesmo ângulo. Sábado e domingo pela manhã são ótimas oportunidades de passear pela cidade e tentar absorver as súplicas de socorro deste passado que grita aos ouvidos mais sensíveis: "Não me esqueça!"
Minha maior tristeza é ver o prédio da Lira de Apolo em ruínas. Não dá pra escondê-lo ali, aberto à principal praça da cidade. No seu interior é possível ver renitente um quadro de giz com a agenda dos ensaios da histórica banda musical. Não há mais prédio, mas há banda. O que leva esses homens a manter esta tradição? Eu que sou músico sei a resposta: mais que tradição, o prazer de tocar.
Posto aqui uma foto atual, mostrando "a sobra [deste] futuro" sobre a "sombra do passado", desta grande cidade.
Tenho muito interesse pela história de Campos dos Goytacazes, sobretudo por seu apogeu, no final do Império e início da República. Destacava-se não só na província fluminense mas em todo o país, por sua produção açucareira e tradição comercial. A presença da livraria* mais antiga do país e de um dos jornais** (a classificação exata é controversa) mais antigos em circulação, e a incursão pelos seus arquivos, despertam grande fascínio, ao imaginar aqueles homens de terno e chapéu, exibindo seus fartos bigodes e barbas bem cuidados, bem como suas bengalas... mulheres exuberantes em seus imensos vestidos, frequentando as sessões do teatro Trianon ou do São Salvador... as apresentações das diversas bandas musicais... imaginem, a primeira cidade a ter luz elétrica nesta parte do continente! Deve ter havido interessante vida noturna!!! Bondes elétricos cortando as hoje tão conhecidas ruas de seu centro e adjacências...
Circulam por aí punhados de fotografias deste passado glorioso, que chegam a me causar estranhamento, por não acreditar que de fato se trata da mesma cidade. Fico imaginando a qualidade dos homens públicos daquele período (obviamente sem a ingenuidade cega de acreditar que eram homens generosos preocupados com o bem-estar social), a noção de que se tratava de uma grande cidade, ao ponto de pleitearem a sede administrativa do governo fluminense, em momentos históricos distintos.

Observando as fotografias deste passado, dei pra tentar refazê-las, do mesmo ângulo. Sábado e domingo pela manhã são ótimas oportunidades de passear pela cidade e tentar absorver as súplicas de socorro deste passado que grita aos ouvidos mais sensíveis: "Não me esqueça!"
Minha maior tristeza é ver o prédio da Lira de Apolo em ruínas. Não dá pra escondê-lo ali, aberto à principal praça da cidade. No seu interior é possível ver renitente um quadro de giz com a agenda dos ensaios da histórica banda musical. Não há mais prédio, mas há banda. O que leva esses homens a manter esta tradição? Eu que sou músico sei a resposta: mais que tradição, o prazer de tocar.
Posto aqui uma foto atual, mostrando "a sobra [deste] futuro" sobre a "sombra do passado", desta grande cidade.
*Ao Livro Verde
** O Monitor Campista
Um detalhe que só reparei agora: na primeira foto, a mais antiga, aparece um mastro de madeira exposto na sacada central do prédio. Este mastro, ou um toco podre que restou dele, ainda está lá, e pode ser visto na segunda foto.
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Rodrigo Rosselini
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22:49
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Marcadores: Campos dos Goytacazes - História
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