segunda-feira, 7 de setembro de 2009

E se você fosse rico?

Folheando uma revista publicada em Campos nos primeiros anos do século XX, chamada Campos Illustrada, deparei-me com a interessante enquete:

"Si eu fosse rico...
Quem ha que não queira ser rico, fabulosamente rico? Sabendo disso andámos ha dias a perguntar a algumas pessoas muito conhecidas em Campos - que fariam si fossem ricas?
Responderam-nos:
O poeta Manuel Mól - 'Si eu fosse rico daria um passeio de bonde'.
O sr. Pedro Fonseca - 'Si eu fosse rico mandaria construir por minha conta um prado duas vezes maior que o do Becco, para correrem cavallos tambem duas vezes maiores.'
O sr. Julio Nogueira - Si eu fosse rico faria... Muitas cousas.'
O sr. Freire Cabral - 'Si eu fosse rico - talvez me casasse.'
O sr. Alfredo Teixeira Pinto - 'Si eu fosse rico botaria tudo fóra.'
O sr. Leoncio Barreto - "Si eu fosse rico mandaria construir uma torre muito alta para subir nella e de lá de cima cuspir na humanidade."
O sr. Teixeira Duarte - 'Si eu fosse rico... até nem sei o que faria.'
O sr. Antonio Povoa - 'Si eu fosse rico... quem disse que eu continuaria como tabellião?'
O sr. Vicente Nogueira - 'Si eu fosse rico mandaria arrasar a cidade para plantar canna.'"

Essas eram as pessoas, muitas delas já ricas, que viviam em Campos no início do século passado. Antes do "politicamente correto" as pessoas eram mais sinceras, não? Vejam o sarcasmo de Manoel Moll, a desilusão de Leoncio Barreto, e o conservadorismo agrarista de Vicente Nogueira...

E hoje, a quem enviaríamos esta enquete?

4 comentários:

Auci disse...

Siminino, a quem vc enviaria, não sei. Mas como eu adorei isso, vim responder a enquete.

Antes, deixa eu falar: criatura, que revolta no peito é essa do Seu Leôncio Barreto, gente? Acho que ele é parente distante de meu amigo Léo... Leonardo Barreto. ahaha!

Mas deixa eu pensar.. Se eu fosse mooiitto rica, com certeza "botaria tudo fora" porque $ demais deve ser ruim pra administrar. Quem sabe "talvez até me casasse" de novo. Ficar rico deve deixar a gente meio burro...
"Quem disse que eu continuaria como" Assistente Social? Ah, mas num ia!...
Construiria um puta teatro. Assim, pra desbancar o Trianon, sabe? Só nosso. Aí a gente ia fazer teatro pra cacete. Dando um "aqui ó" (aquele gesto de banana) pra poder público municipal. Êêê, coisa boa!

Ah, quer saber? Se eu fosse muito rica "faria muitas coisas"... "até nem sei o que faria". Só não "mandaria construir uma torre muito alta para subir nella e de lá de cima cuspir na humanidade." nem "mandaria arrasar a cidade para plantar canna."

Isso é certo.

Professores do CEJOPA disse...

Caros blogueiros,

Nós, professores do Colégio Estadual José do Patrocínio(CEJOPA), após reunião realizada no dia 09/09/2009, às 10h, nas dependências desta unidade de ensino, decidimos paralisar as atividades na instituição em repúdio às agressões sofridas por profissionais da educação na última terça-feira. A manifestação realizada em frente ao prédio da ALERJ, no Rio de Janeiro, contra o descaso das autoridades em relação à categoria foi reprimida violentamente, deixando 11 professores feridos.

A decisão sobre a paralisação nesta unidade foi tomada pela maioria presente na reunião, e todos os professores se dirigiram às salas de aula com o objetivo de comunicar aos alunos sobre a posição adotada. Buscamos ainda conscientizá-los a respeito do comprometimento de todos, docentes e discentes, na luta por uma educação responsável e de qualidade.

Finalmente, estaremos reunidos amanhã, 11/09, às 7h30min, a fim de apurarmos os resultados deste ato, reafirmando uma posição de alerta contra todas as atitudes que ameacem a construção de um projeto de sociedade livre, justa, ou que não considerem a educação como princípio básico.

Publiquem, se puderem!

zebulom disse...

Que pena AUCI que você deixaia de ser assistente social... que pena...

Ana Paula Motta disse...

Eu contruia a tal torre sim,mas não pra cuspir na humanidade. Só pra ficar vendo a vida passar lá embaixo,adoro subir em lugares muito altos...E ia viajar pelo mundo,disso não tenho dúvida.